Você já olhou pro lado hoje?

Ei, ei! você aí! É sim, você mesmo, estou falando com você. Pode me dar alguns minutos da sua atenção por favor? Obrigada.

Agora que tenho sua atenção, peço que pare e pense na sua vida. parou? pensou? muito bem. Então pare e pense na vida do outro. Enquanto você está sentado lendo isso, debaixo de um teto, de banho tomado, vestindo uma roupinha que você acha mais-ou-menos, com chinelinhos ou sapatos nos pés, estômago forrado (ou não, mas você vai acabar fazendo alguma refeição hoje) e reclamando de problemas mínimos como não saber o que fazer no final de semana - mesmo que a semana tenha recém começado-, existe outra pessoa igualzinha a você e que não está debaixo de um teto por não ter pra onde voltar, não toma banho há um bom tempo, está mesmo vestindo uma roupinha mais-ou-menos, provavelmente sem nada nos pés, sem comer há uns dois dias e reclamando que pessoas como você não dão valor pro que têm. aliás, iguaizinhas a nós.

Pensou em alguém, não pensou? Agora imagine coloque-se no seguinte cenário: aquele banco da praça onde aquele morador de rua sempre deita, é a sua cama, o lugarzinho aconchegante onde você descansa. Aquela pessoa que passa por você e te olha com indiferença, é de quem você depende pra ganhar algum dinheiro, seja pra comer ou beber um pouco de água. Aquele chinelo nos pés desta pessoa, nesse instante, lhe parecem bem mais confortáveis do que o concreto. Aquele casaquinho com um furo na barra poderia te aquecer um pouco mais do que se abraçar no meio da noite ao deitar no banco da praça simplesmente para esperar o novo dia e o lugar pra onde esta pessoa está indo, certamente lhe daria um pouco mais de abrigo.

(Pode sair da cena agora. Se o seu coração apertou por dois segundos que seja, é porque ainda lhe resta um pouco de humanidade e você está apto a continuar lendo este texto. Se você foi aquela pessoa que olhou com indiferença e sentiu tal e qual, aconselho que pare por aqui pois este assunto não lhe interessa.)

Compreendo plenamente que você tem os seus problemas para cuidar afinal de contas, também tenho os meus, mas preciso que você abra o coração e a mente, e que cogite a possibilidade de que estas pessoas (moradores de rua, os indígenas que ficam pelas ruas - falando de santa maria) não são um problema, mas a situação delas é e nós não necessariamente contribuímos muito para uma melhoria. Até as pessoas que moram na periferia, em situação deplorável... Elas não são o problema, e sim a situação. Entidades sociais que não conseguem muito apoio, a situação nesses casos tabém é um problema.

Como disse Geoffrey do Toms Shoes, direto do South Africa Shoe Drop '07: "enquanto você lê isso, os bravos, os ousados, os brilhantes estão reconstruindo o planeta. Movimentos em massa estão surgindo, fazendo com que pessoas em todos os continentes se movam na mesma direção - longe das eras das cinzas, onde as pessoas viam o certo e o errado em tons monocromáticos. Longe dos manipuladores que se escoderam atrás de um segredo que já não serve pra nada enquanto violam esta linda raça humana e fazem dela submissa. Desculpe, pessoas malvadas, tenho boas e más notícias para vocês. Qual querem primeiro? A má, ok... Nós vimos o seu segredo. Podemos sentir o fedor das suas táticas de medo. Não seremos mais submissos. A boa notícia é que seus filhos terão chance de viver. De serem felizes e se realizarem como pessoas. Não é fantástico?!"

E então, quem aí tem esperança e se propõe a doar um pouco?


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